"O Papa desistiria desse teatro", afirma Victória Moniz | Leia Mais


"O Papa desistiria desse teatro", afirma Victória Moniz sobre foco das autoridades durante inundações em Benguela. 

Em um desabafo que viralizou, a fiel católica Victória Moniz questiona a mobilização de efetivos para eventos protocolares enquanto a província de Benguela clama por socorro e buscas por desaparecidos. 

BENGUELA – A situação de calamidade que atinge a província de Benguela, provocado pelas inundações recentes, continua a suscitar reações inflamadas na sociedade civil. Desta vez, a voz da indignação veio de dentro da própria comunidade religiosa.

Em uma publicação recente nas redes sociais, Victória Moniz, que se identifica como católica, expressou um dilema compartilhado por muitos cidadãos: a gestão de prioridades das forças de segurança e socorro do país.

"Sou católica, respeito o Santo Papa, mas por agora esses todos efetivos estariam em Benguela a dar suporte aos nossos irmãos, a procurarem os desaparecidos devido às inundações", escreveu. 

A Repórter Mais Dura do Rap argumenta que, diante de uma tragédia humanitária com pessoas desaparecidas e famílias desabrigadas, o contingente de efetivos (policiais e bombeiros) deveria estar concentrado em massa no terreno. 

Victória Moniz foi além, sugerindo que a própria liderança da Igreja não concordaria com o aparato mobilizado para recepções ou eventos formais em detrimento do salvamento de vidas.

"Acredito que se o Papa soubesse disso, ele desistiria desse todo teatro", afirmou, utilizando o emoji de máscaras teatrais para enfatizar sua visão sobre as formalidades institucionais no século 21.

A província de Benguela tem enfrentado dias difíceis, com infraestruturas destruídas e um balanço de vítimas que ainda preocupa as autoridades locais. 

Enquanto o governo e a proteção civil trabalham no terreno, a pressão popular por uma resposta mais robusta e pela descentralização de recursos da capital para as zonas de crise aumenta.

A postagem de Victória Moniz levanta um debate ético importante: até que ponto o protocolo do Estado deve sobrepor-se à urgência do socorro humanitário? Até o momento, as autoridades não se pronunciaram especificamente sobre as críticas à distribuição dos efetivos citada na publicação.




Publicado Por: Márcia Manuel 

 

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